Eu sou de um tempo...

 

desabafo

 

Não quero ser saudosista, também não sou ingênuo a ponto de achar que o passado foi melhor ou que tudo o que ocorreu foi correto, mas estou pensando em que se tornou a fé cristã hoje em dia.

 Eu sou de um tempo que os pastores pregavam a mensagem bíblica de modo simples e claro. O pecado era denunciado, o arrependimento era exigido e salvação era o tema mais assíduo nos púlpitos. As pessoas que vinham a frente numa igreja, vinham quebrantadas, entendendo sua situação e o grande livramento de Deus, hoje, elas vêm como que para receber um prêmio, correm por uma “benção”, um “propósito”, que nem entenderam bem de onde virá, ou de quem lhes abençoará, mas o fato é que elas precisam dar “um passo”, às vezes em direção ao gazofilácio, ao bolso do pregador ou a “lojinha” dentro da igreja com suas ofertas simbólicas: sal, fita colorida, envelope especial, terra, pedra, azeite, perfume, rosas, .... Praticamente um empório.

 


Eu sou de um tempo em que Jesus “era simplesmente”[1] o nosso Salvador e a maior benção que precisaríamos receber d’Ele era a salvação. O verso mais contundente era Mateus 6:33 – “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas”, vê se hoje se prega algo assim! O versículo que mais se pregava, João 3:16 – “Porque Deus tanto amou o mundo que deu o seu Filho Unigênito, para que todo o que nele crer não pereça, mas tenha a vida eterna”, lembra dele, considerado hoje chato, obsoleto, sem mais nada a dizer.


 Eu sou de um tempo em que poder de Deus era para a glória de Deus e não para a glória humana, a arrogância, a prepotência, a falta de amor. Virou acessório de demonstração, quase um show. Medido pelo poder do grito, dos desmaios, dos “êxtases”, do número de pessoas descontroladas e ridiculamente dominadas por sensacionalistas e emotivas técnicas bem elaboradas, fazendo do povo massa de manobra numa horrível guerra de interesses dos dois lados, os mais escusos e vergonhosos interesses, a prova inconteste da manipulação do sagrado, mal sabem com o que estão lidando: nome de Deus e pessoas que o Senhor ama. Ficarão ricos, famosos, pois aproveitem, pois quando o Senhor voltar...

Mateus 7:22,23 – “Muitos me dirão naquele dia: ‘Senhor, Senhor, não profetizamos em teu nome? Em teu nome não expulsamos demônios e não realizamos muitos milagres?’ Então eu lhes direi claramente: Nunca os conheci. Afastem-se de mim vocês, que praticam o mal!

E não se deve esquecer o que relata a Epístola aos Hebreus (10:37) –“pois em breve, muito em breve “Aquele que vem virá, e não demorará”. Um grande número de “profetas”, “pregadores”, “missionários”, “obreiros” e até o povo parece que esqueceu disso, mais saiba, Ele vem!

 


Eu sou de um tempo em que os cristãos não rugiam, não eram colados em paredes, não urinavam pelos cantos, não ungiam seus “chifres”, não gritavam enlouquecidos, não ficavam estatelados no chão em “convulsões” emocionais, eles simplesmente ajoelhavam-se, humildemente clamavam, muitas vezes em lágrimas de arrependimento, vergonha pelo pecado, buscavam a face de Deus, esperando unicamente que Ele os ouvisse, os abraçasse, e eles sentissem seu perdão e amor. As emoções tinham sim lugar, mas aconteciam de forma sublime, bonita e inquestionável.

 Eu sou de um tempo em que ser herdeiro com Cristo era saber que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã”. Que talvez haja momentos em que não tenhamos onde reclinar a cabeça, onde a dor, o medo, a fome, o luto possam nos rondar, mas que nunca estávamos sozinhos, Ele nos fortalecia no enfrentamento de tudo e tínhamos grandes vitórias para testemunhar. Hoje, ser herdeiro com Cristo significa ficar rico, saudável, esbanjando, e é isso e só isso que se testemunha. E na “teologia” que se prega agora se você é cristão e por acaso não é rico e saudável, admita, faltou fé!

 


Eu sou de um tempo em Cristo era o principal assunto nos púlpitos, Sua graça, Sua tão grande salvação, o Seu cuidado conosco dia-a-dia. Hoje, muitas vezes nem é lembrado, pois o principal assunto é o diabo ou a riqueza. Hoje, se falar de trevas chama mais atenção do que falar de luz, falar de poder é melhor do que falar do amor. Falar de restituição é melhor do que dizer “Deus deu, Deus levou, bendito seja o nome do Senhor”, o “público” não aceitaria falar uma coisa dessas, então vamos reivindicar nossos “direitos”, quase um sindicato de crentes pressionando a Deus, exigindo, determinando, “queremos agora” e não esquecendo, para que conste, exigimos em nome de Jesus (simplesmente um resquício de algo que lembramos ter lido na Bíblia...).

 

Eu sou de um tempo em que as visitas eram de socorro, ajuda, amparo, oração de conforto, eram amistosas, glorificavam o nome do Senhor e fortaleciam a unidade do Corpo. Hoje, parecem reuniões administrativas da igreja (porém estão fora de lugar e com as pessoas erradas, às quais estes assuntos não pertencem), falatórios, fofocas, reuniões “bem ordinárias” onde se trata da vida do líder, do irmão, do dinheiro da igreja, das perspectivas, do que esta “certo” ou “errado”, de como tirar fulano e colocar sicrano, a unidade esfria, se perde, e os visitadores ainda perguntam: por que aquele irmão, aquela família não vem mais a igreja? É só ver quem o visitava nos últimos dias... Com quem ele “orava”, com quem “conversava”... tudo se explica!

 

Eu sou de um tempo que se orava de graça, por causa da Graça do dom recebido, se orava pela cura, pela libertação, pela salvação de uma pessoa simplesmente para cumprir o chamado de Deus em nossas vidas, hoje, infelizmente, muitas vezes, por dinheiro, por obrigação de cargo, por “fama”, orasse esperando um “presente”, uma ajuda, virou quase que uma troca de valores ou serviços e pior, dizem: “Deus me mandou aqui orar por você!” Quando na verdade, foram orar por que o orante é que precisa de algo, algo bem material, bem palpável, de valor até monetário, infelizmente, sabemos que existe isso!

 

Eu sou do tempo em que pessoas de fé e amor eram chamadas para servir, algumas, no pastorado, muitas sem estudo, mas tão tementes, tão entregues, vasos simples que o Senhor honrava, eram pastores, somente pastores, buscando ser como Jesus, bons pastores, isso já nos preenchia, nos emocionava, gerava em nós responsabilidade e temor. Hoje, isso não contenta, ser só pastor, que pobreza! Na megalomania de nossos dias dizem-se apóstolos, “profetas mor”, ungidos de forma diferente (talvez seja a marca do azeite), mudam de nome (talvez pelas dívidas ou vergonha com o nome anterior), vendem a igreja (de porteira fechada, com a “ovelhada” dentro) e com o dinheiro viram empreendedores do Reino, itinerantes da benção, da unção e em suas grandes conferencias, grandes avivamentos, saqueiam o sofrido povo que quando cai em si, se percebe novamente enganado e no prejuízo, pois vão ter que comprar outros óculos, muletas, cadeira, remédios... Não que eu não creia que isso ocorra, sei do que Deus faz, mas não por meio de charlatães, megalomaníacos por títulos, números e numerários.

 

Eu sou do tempo em que era bom estar com o irmão, desarmado, livre, sem pensar muito no que dizer, só o fato de estarmos juntos. Hoje, cuidado, ele pode ser um “espião” tirando informações, pode ser alguém que inverterá o que você disse para prejudicá-lo ou prejudicar a alguém em seu nome. Infelizmente, acontecem alguns churrascos, jantares que o cardápio principal é a vida de alguém ou as últimas “revelações” do céu ao porta-voz preferido de Deus e que ele “coitado” precisa alertar a igreja, e o faz por meio de fofoca, intimidação e conversas paralelas com quem lhe interessa e com objetivos já bem definidos.

 

Eu sou de um tempo em que vigília era de uma noite, era para oração, era para consagração e buscar a face de Deus. Hoje, tem hora marcada, só para terminar, não para começar, pois a conversa corre solta, a fofoca é mais inflamada, talvez pelo horário, o local, sei lá. Os objetivos de oração cada um tem o seu, muitas vezes ordinários, riqueza, “poder espiritual”, não se ora mais como povo, como igreja por objetivos comuns, é cada um por si e que Deus tenha misericórdia e paciência com o que Ele tem escutado. Vigílias hoje, muitas vezes, são esquemas para influenciar pessoas e pressionarem a Deus. Momentos tão belos de encontro com o Senhor, transformados quase que num mercado de trocas, com coisa que teríamos algo para trocar com Deus. Misericórdia!


Eu sou de um tempo que púlpito era um lugar sagrado, reverente, simbólico. Hoje, virou palco. Sofre com apresentações, ginásticas, alegorias, roupas miúdas e indiscretas, beiram a palanques sensacionalistas e demagógicos. Mercadão de promessas, delírios e desfiles.

 

Eu sou de um tempo que canções (muitas vezes chamadas tristemente de “corinhos”, mas vá lá!”) eram expressões de fé e louvor, de gratidão e de engrandecimento de Deus, eram a voz do povo, da comunidade de fiéis em direção a Deus com melodia e letra consagradas e banhadas em temor e oração. Hoje, são “sucessos” de vendas, de audiência, de ritmo envolvente. Seduzem através de solos instrumentais, arranjos elaborados, barulhos que não nos permitem nem saber o que estamos cantando, mas estamos embalados e isso a turma gosta. Letras, que Deus nos ajude! Denunciam bem o que queremos da vida cristã, bênçãos e vitórias, dizemos ritmados que Ele é amoroso e poderoso, esquecemos de informar que também é justo e que conhece os corações. (Mateus 15:7-9  - “Hipócritas! Bem profetizou Isaías acerca de vocês, dizendo:“ ‘Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram; seus ensinamentos não passam de regras ensinadas por homens’”).

 

Eu sou de um tempo que jejum era para consagração pessoal e não para pressionar a Deus com meu “sacrifício”, tentar comove-Lo e barganhar com Ele. Envolvia não só o deixar de comer, mas também o deixar de maldizer, de mentir, de negar amor e perdão. Não era confundido ou aproveitado como regime. Não era de chocolate, de sólidos, de carne, de hora tal a hora tal, era mais simples, mais bíblico, mais transformador, pois além do estomago envolvia  vida, a oração, a renúncia, a entrega.

 

Eu sou de um tempo que oração era simplesmente falar com Deus, era um recurso utilizado em respeito e que ficava muito claro quem era Deus e quem era o orante. Nós humildemente pedíamos, clamávamos, intercedíamos, nunca determinávamos, exigíamos, mandávamos. Deixávamos Ele determinar, Ele escolher o que era melhor, não dávamos palpite, opinião, “ajuda”. Não orávamos para aparecer, não gritávamos descontroladamente, pois sabíamos algo tão básico, Ele esta conosco, esta perto, tem prazer em nos ouvir. É um Rei que nos recebe, em nome de Jesus, diante de Seu trono, por Graça e misericórdia, por que nos ama e nós sabendo disso, como servos, filhos, amigos esperávamos d’Ele a solução, na hora d’Ele, do jeito d’Ele, pois tínhamos uma certeza, Ele sabe o que faz e na hora que faz.

 

Eu sou de um tempo que o demônio agia, mas era vencido pela oração simples do crente em nome de Jesus. Eles não tinham nome ou endereço, agente não conversava, pois já se sabia que ele é mentiroso e que veio para matar, roubar e destruir, o que mais precisaríamos saber? Quando se manifestava na vida de uma pessoa, levávamos a pessoa para um local a parte, e orava-se por ela repreendendo o inimigo, hoje a possessão faz parte do “espetáculo”, chega a dar ibope. A pessoa, em seu momento de dificuldade e humilhação, é explorada e mais parece diante das câmeras como os velhos animais de circo que fustigados pelo “domador” criava um clima de superioridade dele sobre a “fera” dominada. É um “espetáculo” sem amor e sem perceber o sofrimento do aflito, exploram seu triste momento para arrogantemente demonstrarem o “poder”, a “autoridade” e esquecem que Jesus jamais faria assim. Usam o nome de Jesus, penso que por pouco tempo, daqui a pouco já vão querer expulsar em seus próprios prepotentes nomes.

 

Eu sou de um tempo que a maldição não era ser filho do meu pai ou mãe e sim de Adão e que isso se resolvia com a Graça de Jesus, quando nos entregávamos a Ele, nascíamos de novo e “tudo se fez novo, as coisas velhas já passaram”, bastava a Graça. Hoje parece que a Graça é insuficiente, precisamos somar a ela ritos, cultos, cerimônias, gente especializada...

 

Eu sou de um tempo em que a centralidade da vida era na Palavra e não na experiência. Lia-se a Bíblia, estudava-se com reverência. Hoje, ela não é lida, é garimpada, as pessoas parecem aquele curió realengo que tira pequenos versos e entrega a alguém, tudo em nome de Deus, é claro!

 

Sei que no passado havia grandes erros, nem todos os pastores e nem o povo acertavam todas, mas parece que os mercenários eram mais fáceis de se identificar, certamente havia erros grotescos, claro que com algumas exceções, não interessava a integralidade da pessoa, só sua alma (espírito), sem perspectiva de missão integral, questões sociais e políticas eram desprezadas; se vivia com desprezo pelo aqui e agora e ficava-se almejando o céu gerando uma alienação que foi motivo de deboche e mal testemunho, por falta de um bom entendimento bíblico; o testemunho era mais por roupas e doutrinas do que pelo amor e Palavra; havia o fundamentalismo que era (e é sempre) excludente e tantos outros equívocos, mas me parece que as pessoas eram mais honestas com relação aos interesses cristãos, quando decidiam por Cristo isso fazia diferença em suas vidas, hoje ser cristão virou moda e ninguém quer ficar fora da moda. Na grande maioria dos púlpitos o que se prega hoje é a transformação de situação econômica, de status, de condição social, não mais de vida, não mais de destino, pois estamos indo para o inferno ricos ou pobres e se Jesus, como Salvador e Senhor não for anunciado e crido, o destino não muda e vamos para o inferno com mil campanhas, pacotes de areia ou sal, pequenas chaves, lambuzados de óleo.

 Mateus 16:26 – “Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?

 Que fique claro que não estou aqui falando que Deus não nos dê condições de crescimento financeiro, de sermos abençoados materialmente, creio nisso e me considero privilegiado de várias formas, mas isso não pode ser o “gancho” evangelístico, o principal assunto dos púlpitos, não podemos fazer do local de ensino, arrependimento, perdão e salvação um balcão de mercadorias, como se Jesus e Seu nome só servissem para isso.

 Mateus 21:12,13

“Jesus entrou no templo e expulsou todos os que ali estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas, e lhes disse: “Está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração’; mas vocês estão fazendo dela um ‘covil de ladrões’”.

 

Jesus esta voltando e colocará ordem na casa, que é d’Ele.

 Que saudade do tempo em que a nossa maior esperança e expectativa era a de ser salvo, era de estar com Cristo, que saudade de tempo em que Hebreus 10:35-39 era pregado:

 Por isso, não abram mão da confiança que vocês têm; ela será ricamente recompensada. Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu; pois em breve, muito em breve “Aquele que vem virá, e não demorará. Mas o meu justo viverá pela fé. E, se retroceder, não me agradarei dele”. Nós, porém, não somos dos que retrocedem e são destruídos, mas dos que crêem e são salvos.

 Senhor, não estou preocupado com o que o Senhor possa me dar, não estou te servindo por bênçãos momentâneas, Tu sabes de tudo o que eu preciso, o que faço é trabalhar para Ti, por gratidão, por tudo o que já fizeste por mim, especialmente a salvação que me deste em Cristo Jesus, meu Senhor. Te amo Deus, e uma coisa Te peço, mantêm meus olhos em Ti, meu coração em Tuas mãos e não me deixe corromper e desviar do verdadeiro sentido da Tua Palavra. Tenho saudades dos cristãos de antes, não de Ti, pois Tu não mudaste, eles é que não perceberam, talvez, se deixaram enganar...

 E mais, eu sou do tempo em que pastor era preso por ter quebrado uma imagem de barro ou de gesso. Era preso por pequenos e tolos crimes, embora sei que isso é pecado e não estou comparando e nem concordando, ou então preso por pregar o Evangelho, sei lá, mas pastor sendo preso como resultado de investigação da Polícia Federal??? Desviando milhões em dinheiro, enormes e inúmeras propriedades, carros, aviões, fazendas, luxos...??? Dinheiro até na Bíblia??? Confundiram com carteira???

Deus nos ajude.

 Romanos 1:12 – ... para que juntamente convosco eu seja consolado pela fé que nos é comum”.

Diferentemente do anseio de Paulo que vê a possibilidade de consolo entre os irmãos de fé comum à dele, eu me desespero muitas vezes por não perceber com quem compartilhar, com quem me encorajar, talvez por que não encontre alguém com uma fé que me seja comum, especialmente na prática da fé diária. Não que eu seja melhor em algum sentido, não sou mais e nem maior que ninguém, só me sinto sozinho numa crença que não é única e nem isoladora, mas simplesmente bíblica e isso parece que não basta para a maioria dos que se dizem crentes.

Há dias atrás ouvindo um barulho imenso, gritos profundos, convulsões em uma reunião de oração, as pessoas se expressavam num êxtase descontrolado e ensurdecedor, eu afastado, olhando de fora, perguntava a Deus se era assim que Ele me queria, mais um emotivo gritante, participante ativo na convulsão generalizada do momento de oração. Da oração, aquele falar com Deus, expressão honesta e abrangente de nosso coração quando em verdade clama, pede, sussurra, intercede, diz ao Seu Senhor sobre seus medos, inseguranças, agradecimentos e de como Ele é importante na vida. Isso não foi lembrado, era ali como que uma competição sonora e de frases duras, fortes, autoritárias (tudo em nome de Jesus, obviamente), pessoas falando em tom gritado e desesperado, mas sempre dando a idéia de intimidade (pelo menos com a coragem de falar com Ele daquele jeito), eu me vi ali, assistindo a isso tudo e me perguntando o que eu deveria fazer? Falei com o Senhor, do meu jeito, e a Ele perguntei: é isso que o Senhor almeja da minha vida?

Sai dali sem a resposta.

Já no caminho de casa, disse ao Senhor: QUERO SER RELEVANTE, E NÃO EXTRAVAGANTE.

Onde vou encontrar irmãos com uma fé que nos seja comum?

Entendo por que Deus nos pede para amar tanto, pois não sendo assim nos isolamos em ilhas de crença – talvez seja essa uma possível explicação para o exagerado número de denominações.

 

Pr. Marcelo A. Gonçalves

Novembro/2007