Entendestes todas estas coisas? Responderam-lhe: Sim! Então lhes disse: Por isso, todo escriba versado no reino dos céus é semelhante a um pai de família que tira do seu depósito coisas novas e coisas velhas” Mateus 13.51-52.

Ao lermos o evangelho de Mateus com cuidado percebemos que o autor procura mostrar que Jesus estava profundamente enraizado nas tradições de Israel, sendo fiel a elas e cumprindo cada uma delas. Mas Jesus também trazia novidade. Ele trazia o evangelho da graça!

Ao iniciar um novo ano eclesiástico, é exatamente isso que estamos fazendo: É como se estivéssemos numa encruzilhada, olhando cuidadosamente para o passado: para as coisas antigas. E atentos com relação ao futuro: as coisas novas de Deus.

Minha esperança é que, olhando para esse verso, possamos entender que, no Reino de Deus, o velho e o novo não se excluem mutuamente. Ambos são essenciais para a vida de qualquer pessoa e, em especial, para a vida do/a discípulo/a de Jesus.

Se olharmos apenas para o passado (para as coisas antigas) não seremos bons escribas (intérpretes da Palavra). Se olharmos apenas para o futuro (para as coisas novas) também não seremos bons escribas. O bom escriba está interessado em ambas as coisas: nas antigas e nas novas. Deus se revela a nós e age em nós através do testemunho do passado e da esperança no futuro.

O que acontece com qualquer igreja local é interessante:

A igreja é sempre um testemunho da herança deixada por pessoas que por ela passaram e ali serviram a Deus antes de nós e, ao mesmo tempo, é um espaço que nos inspira e nos motiva a continuar servindo a Deus num tempo que é novo e diferente.

Na igreja sempre se manifesta dois textos importantes da Palavra de Deus:

  1. Quero trazer à memória o que pode dar esperança Lamentações 3.21
  2. Eis que estou a fazer coisas novas na terra” Isaías 43.19

Na comunidade de fé sempre necessitaremos do velho e do novo, porque o nosso Deus é o Senhor do passado, do presente e do futuro.

Tenhamos um abençoado 2022 juntamente com a nossa família da fé!

Bispo João Carlos